É hora de arrumar as malas, iniciar os ensaios, buscar apoios...
A Grande Serpente
Cia Ribeir'art
Após 10 anos de história, o Ministério de Teatro entra em um processo de formação de uma associação Cultural e passa a se chamar Cia Ribeir'art de Teatro. Após duas temporadas em Xique-Xique, a premiação no segundo festival de Teatro da caatinga o grupo leva o seu espetáculo para cinco cidades baianas. O projeto é apoiado através da 2ªChamada do edital Calendário das Artes 2014, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
Equipe técnica e elenco
Equipe Técnica
Duração: 80 minutos
Direção e Adaptação: Joseilton Bonfim
Iluminação: Arilda Rufino
Sonoplastia: Mailton Borges
Figurinos: Daniela Guedes e Irene Mutim
Cenários e Adereços: Aricélia Oliveira
Maquiagem: Natiele Guedes
Coreografia: Filipe Gomes, Hugo Gama e Matheus Tarrão
Assistentes de Palco: Rilza souza, Brenda Kisla e Edilson Apolinário
Elenco
Contador de Histórias: Joseilton Bonfim
Mariá: Mirani Marques
Avelino: Hugo Gama
Gustava: Daniela Guedes
Fernandita: Edna Acássia
Ambrósio: Micael Nunes
Antonieta: Natiele Guedes
Benedita: Thaís Cunha
Padre Mário: Mailton Borges
Dorinha: Suzely Marques
Rezadeiras: Luana Santos e Juscileide Pereira
Corpo de Balé
Iago Novaes
Gracileide Caetano
Matheus Tarrão
Luésia Sousa
Gabriel Souza
Hugo Gama
Duração: 80 minutos
Direção e Adaptação: Joseilton Bonfim
Iluminação: Arilda Rufino
Sonoplastia: Mailton Borges
Figurinos: Daniela Guedes e Irene Mutim
Cenários e Adereços: Aricélia Oliveira
Maquiagem: Natiele Guedes
Coreografia: Filipe Gomes, Hugo Gama e Matheus Tarrão
Assistentes de Palco: Rilza souza, Brenda Kisla e Edilson Apolinário
Elenco
Contador de Histórias: Joseilton Bonfim
Mariá: Mirani Marques
Avelino: Hugo Gama
Gustava: Daniela Guedes
Fernandita: Edna Acássia
Ambrósio: Micael Nunes
Antonieta: Natiele Guedes
Benedita: Thaís Cunha
Padre Mário: Mailton Borges
Dorinha: Suzely Marques
Rezadeiras: Luana Santos e Juscileide Pereira
Corpo de Balé
Iago Novaes
Gracileide Caetano
Matheus Tarrão
Luésia Sousa
Gabriel Souza
Hugo Gama
Nas margens do Miradouro
Por Anne Crystie
Foi lá, frente à história de
amor de Mariá e Avelino, que ouvi o silêncio das pessoas abrindo,
acanhadamente, corações ao encanto do teatro.
A arte é um tanto da magia que nutre a vida. Meio a alguns
discursos de desesperança e episódios cada vez mais cotidianos de
violência, cabe dizer que, nas últimas semanas, Xique-Xique teve um bom
motivo para seguir vivendo: a valorização do teatro.
Com o espetáculo “No Miradouro, os mistérios de uma serpente”, do Ministério do Teatro, nasceu, às margens de nossa história, a cultura dos auditórios lotados em prol do lazer e do conhecimento. Digo “nasceu” porque penso pela primeira vez ter visto atores xiquexiquenses reconhecidos, merecidamente, como profissionais em potencial.
É bem verdade que as cortinas já abriram muitos outros atos em nossa cidade. Os desejos e criatividades, fantasiados de esquetes, musicais, etc., dos professores Leone, Zélia Jacobina e Nara Righi, por exemplo, ocupam saudosos lugares em minha memória. Eu mesma, felizmente, já me travesti em alguns palcos! Contudo, “a saga das comadres beiradeiras” me narraram um conto diferente...
Foi lá, frente à história de amor de Mariá e Avelino, que ouvi o silêncio das pessoas abrindo, acanhadamente, corações ao encanto do teatro. Porque o teatro vir até às pessoas, rir e chorar suas máscaras, no intuito de atrair olhares surpresos e propagar a lida nossa de cada dia, ah, isso o É Vento de Cultura e a Gincana da Primavera não se cansavam de pôr em cartaz. Contudo, quantas vezes nos erguemos a comprar nossas inteiras ou meias antes que elas se esgotassem?
São vários os conterrâneos que, despreocupadamente, proclamam que nossa terra não tem cultura. Mas quantas lendas do Miradouro não temos nós?! Não me custa nada acreditar que, por vezes, o que inexiste são espaços onde nos dispomos a desligar os celulares, guardar os chicletes para mais tarde e, simplesmente, apreciar, abrir bocas de admiração, reconhecer que o outro é genial e importante demais porque é capaz de arrancar sorrisos ou lágrimas.
Sei que naquele auditório, perplexa ante aquela belíssima serpente, alguns ringtones que mal educadamente soavam e uma ou duas conversas fora de hora, desrespeitosas com a arte e/ou com o outro, ainda me incomodaram. Só que os aplausos, de pé, ao final, eram como se dissessem bis e as pessoas nas ruas, convidando umas as outras para o próximo espetáculo, gritavam para mim que é bem possível que a era do teatro xiquexiquense tenha renascido, porque a plateia, enfim, nasceu.
Segundo Freud, o pai da Psicanálise, as obras de arte dão evasão aos sentimentos mais profundos dos artistas, de mesmo modo que afetam o espectador naquilo que o constitui. Viver a arte é superar os limites impostos pela realidade aos nossos desejos, é deixar a vida mais feliz e saber de onde tirar esperanças para recolorir o mundo quando preciso. E eu estive “nas margens do Miradouro” e colhi um pedaço de mim, juntei dois pedaços de nós!
Isso é o teatro se mostrando à nossa cidade novamente, só que, nas coxias do “boi pintado”, controversamente, é a plateia que troca a maquiagem: parece que estamos desenhando caras que, de uma vez por todas, convenceram-se a estimar o teatro. E para as próximas peças, pois, as estrelas somos nós! É necessário que as salas continuem cheias, os artistas sigam vistos e Xique-Xique permaneça viva. Curvemo-nos diante da arte!
Anne Crystie - Estuda Psicologia na Universidade Federal do Vale do São Francisco, na cidade de Petrolina/PE.
É xiquexiquense e colaboradora do Página Revista.
Contato: annecrystie@hotmail.com
Maio de 2013
fonte: http://www.paginarevista.com.br/templates/annecrystie.html
A Ilha...
Miradouro é uma ilha do Rio São
Francisco, e já foi a sede de Xique-Xique, diz a Lenda que um rico
fazendeiro de Miradouro, Rubério Dias Muribeca, temido por muitos, teve
notícia que sua filha única estava grávida de um tropeiro. Com grande
temor do pai e muito assustada, a filha negava tudo, e dali por diante,
por mais de 6 meses, para esconder sua gravidez, amarrava fortemente sua
barriga, pariu sozinha, jogando a criança dentro do rio. A criança
virou uma Serpente Encantada, e nos dias de missas saía do rio e vinha
mamar em sua mãe dentro da Capela e há muito tempo, se refugia sob o
altar de Nossa Senhora Santana na Igreja do Miradouro. O Curioso desta
lenda é que depois de 300 anos, os poucos moradores que ainda moram
perto da igreja, ouvem fortes rugidos e murmúrios cadenciados, vindos de
dentro da igreja, que só cessam depois que rezam o "Oficio".
Fonte: http://xiquesampa.blogspot.com.br/2013/04/peca-teatral-no-miradouro-os-misterios_9880.html
A montagem...
O espetáculo No Miradouro, os mistérios de uma serpente, é sem dúvidas a maior produção artística feita pelo Ministério de Teatro em seus 10 Anos de História. Em duas temporadas apresentadas na cidade Xique-Xique, a peça arrastou para o teatro uma multidão de espectadores. Por meio da peça teatral o grupo conseguiu despertar o encanto, a magia do teatro para um público sedento por arte.
Selecionado para o II Festival de Teatro da Caatinga realizado na cidade de Irecê no ano de 2013, o espetáculo é sucesso de público e crítica. Agora o Espetáculo terá o apoio da Funceb Através do Edital Calendário das artes para fazer uma circulação por 5 cidades do interior da Bahia: Gentio do Ouro, Barra do Rio Grande, Ibotirama, Itaguaçu da Bahia e Ipupiara.
Uma viagem pela memória cultural de Xique-xique
Venha conosco nesta viagem por entre os mistérios da serpente da Ilha do Miradouro! O nosso objetivo com esse projeto é Valorizar e preservar memória cultural de Xique-Xique revivendo a história da Serpente da Ilha do Miradouro utilizando a arte cênica como veículo para conduzir nossa história por outros recantos da Bahia. Manter a narrativa da serpente “viva” é uma obrigação de todos os ribeirinhos, assim como reconhecê-la como patrimônio imaterial do município!
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